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COLUNISTA / REPóRTER
Curiosa, observadora, questionadora e que adora ser desafiada. Não poderia ser outra coisa a não ser estudante de jornalismo. Desde criança uma aficionada por esportes e talvez por influência paterna, uma apaixonada por futebol. Trabalhar com o que gosta e escrever sobre o que ama é o seu grande objetivo. Diz que o futebol é uma caixinha de surpresas, que vive nos surpreendendo e pregando peças.
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Publicação - 20-10-2009

365 vezes Bela da Bola!

Vinte de outubro de 2009: um ano de Bela da Bola! Essa data tão importante para mim e para as minhas grandes amigas Fernanda Belém e Raquel Vieira não podia passar em branco, pelo menos não aqui! Quem acreditaria que estaríamos firmes e fortes um ano depois?! Dificuldades, torcida contra, preconceito, fofoquinha! Passamos feito trator por cima de tudo isso e aí estamos, mais juntas do que nunca, aprendendo sempre juntas e principalmente: crescendo sempre juntas, sem passar por cima de ninguém, conquistando o nosso espaço aos pouquinhos, com tranquilidade e responsabilidade.

Foram tantos momentos importantes! Alguns inesquecíveis, outros muito tristes, mas com certeza todos muito válidos. Quantos treinos, crônicas, matérias, coletivas, entrevistas e jogos escrevemos? E quantas pessoas conhecemos? E quanto tempo passamos conversando por telefone, msn e mail? Impossível contar! Só sei que esses 365 dias valeram muito a pena e faria tudo novamente, sem deixar de repetir nada!

Nesse pequeno espaço gostaria de deixar registrado o meu agradecimento a Fernanda Belém pela grande oportunidade e ao voto de confiança que você me dá a cada dia. Obrigada viu! Além de parceiras, somos sócias e amigas. Não menos importante, agradeço a você também minha amigona Raquel Vieira, que não mede esforços para me ajudar, que troca informação comigo quase todos os dias. Além de toda experiência que aprendi aqui, ganhei algo muitíssimo importante: a amizade de vocês duas que tenho certeza que levo para o resto da vida. (Putz isso aqui está ficando muito meloso, juro que não era a minha intenção, mas ficou inevitável).

Não posso me esquecer da queridíssima Pamella Lima que iniciou este projeto conosco e que por tanto tempo colaborou e enriqueceu com o conteúdo do site. Hoje estamos trilhando caminhos diferentes, mas vamos estar sempre nas arquibancadas da vida torcendo uma pela outra. Fica aqui também o meu agradecimento e a saudade de trabalhar com você.

Mas o site é feito só por nós? Não mesmo! Agradeço imensamente a colaboração de todas as meninas que passaram por aqui e as que estão conosco até agora. Desculpa não colocar o nome de cada uma, mas tenho medo de me esquecer de alguém e acabar sendo injusta. Com certeza vocês também fazem parte dessa história!

Para finalizar só mais uma coisa. Mulher entende de futebol? Desde quando? Provamos que entendemos sim e para os preconceituosos de plantão, um abraço! Lembrando o mestre Zagallo, só digo uma coisa para quem faz pouco caso e torce a cara: vocês vão ter que nos engolir! Vamos continuar falando e escrevendo do que a gente tanta ama e nos faz tão bem!

A vocês Belas da Bola meus parabéns!!!
 
Publicação - 09-08-2009

Filha de peixe, peixinha é!

Dizem que os filhos imitam os pais quando crianças porque têm eles como exemplos de vida. Se isso é verdade ou provado cientificamente eu não sei, mas sou a prova viva de que isso acontece.

Dizem também que filha sempre é mais apegada com o pai e comigo mais uma vez não foi diferente. Sempre fui à companheira do meu pai, com uma verdadeira dupla dinâmica! Desde pequena acompanhava meu pai pelos bares do subúrbio nas manhãs de sábado. Ele com sua cerveja gelada e eu com a minha inseparável coca-cola. As caminhadas de bicicleta para uma visita surpresa até a casa da vovó também sempre foram com ele. O gosto pelo samba também tem a influência dele.

Foi com ele que tomei gosto pelas corridas de Fórmula 1 e na torcida por uma vitória de Ayrton Senna. Ficava eu lá caladinha na hora da largada e após a primeira curva começava a tagarelar igual a uma maluca perguntando trilhões de coisas sobre pneus, freios, pilotos, entre outros.

Mas a maior prova que filho de peixe, peixinho é, é a minha paixão pelo futebol. Como uma pessoa tão fresca se sente tão bem dentro de um estádio de futebol?! Só pode ter sido influência (ela nega isso até hoje) paterna! Foi com ele que aprendi o que era escanteio, lateral e principalmente o famoso impedimento que todo homem acha que mulher não sabe o que é.

Gosto pelo esporte, herança como torcedora do Vasco da Gama! Foi ao lado dele que comemorei muitos gols, vitórias e títulos cruzmaltinos. Foi com ele também que presenciei derrotas e frustrações. E sempre estava ele lá para me dar apoio ou simplesmente falar: “Filha no futebol é assim, um dia a gente perde, no outro a gente ganha”.

Hoje ele não me acompanha mais nos jogos. Para falar a verdade quase nunca me acompanhou. O desgosto pelo futebol fez ele se afastar um pouco da paixão nacional. Se há alguns anos era eu quem perguntava sobre os jogadores e resultados das partidas, hoje é ele quem me pergunta e questiona sobre a equipe vascaína. Se deixar são horas de resenha na varanda de casa!

Pai hoje o dia é seu, mas o presente maior quem ganhou fui eu. Ter você como pai, ser apaixonada por futebol e ter um amor inexplicável pelo meu time!!! Às vezes fico me perguntando como seria a minha vida sem nada disso. Tenho certeza que seria cinza e sem graça!

A todos os outros pais, avós, mães que são pais também, UM FELIZ DIA DOS PAIS!!!
 
Publicação - 11-05-2009

Sou VASCAÍNA e o sentimento não pode parar!!!

“Chorei
Não procurei esconder
Todos viram, fingiram
Pena de mim não precisava
Ali onde eu chorei
Qualquer um chorava
Dar a volta por cima que eu dei
Quero ver quem dava
Um homem de moral
Não fica no chão
Nem quer que mulher
Lhe venha dar a mão
Reconhece a queda
E não desanima
Levanta, sacode a poeira
E dá a volta por cima”

Hoje não estou aqui como profissional de comunicação, com habilitação em jornalismo. Hoje escrevo como Isabella Amorim - uma torcedora apaixonada. Graças a essa paixão, escolhi muito bem a profissão que quero seguir, os caminhos pelo qual busco trilhar na vida. E antes que atirem a primeira pedra, eu já aviso: aprendi logo no início da carreia a separar profissional do pessoal. Papel de jornalista é de informar, e isso é primordial!

Sete de Dezembro de 2008, que vascaíno não se lembra? Apesar do anúncio fatídico, com rodadas de antecedência, eu estava lá. O clima de apreensão, temor, ansiedade vividos durante três ou quatro meses não foi diferente. Meu papel como torcedora era simples: torcer! Por pior que fosse a situação, como nas partidas anteriores, eu tinha que estar lá, cantando, incentivando, acreditando. Não me perdoaria de ficar em casa.

E fui como TOR-CE-DO-RA! É engraçado, mas será que sou eu que não sei separar razão da emoção? Jornalista não tem sentimentos? E opinião própria? E gosto? Tem que se portar de profissional da comunicação 24hs por dia? Não tem vida pessoal?

Nesse dia não fui poupada dos julgamentos. E o que eu estava fazendo de errado? Torcer é errado? Chorar porque seu time caiu para a segunda divisão do Campeonato Brasileiro é errado? Se tudo isso é errado, então o que é certo?

Pois bem, foram 153 dias sem pisar em São Januário. O retorno ao “Caldeirão” foi no último sábado (09/05), na estreia do time na Série B. Foi impossível controlar as lágrimas que teimavam em cair, quando o juiz apitou o início da partida contra o Brasiliense. E como o estádio estava lindo! Eu tinha certeza disso, a IMENSA TORCIDA não decepcionou. Comprou os ingressos que estavam disponíveis pela diretoria. Cantaram sem parar, incentivaram o time do início ao fim.

Nove de Maio foi apenas à primeira batalha, das 37 que ainda nos restam. A competição é longa, cansativa e complicada. Mesmo com o time jovem e pouco experiente, uma coisa esses jogadores já provaram: raça! Não se entregam e correm atrás dos resultados. Todo vascaíno tem amor infinito e com a força da nossa torcida vamos voltar para onde nunca deveríamos ter saído! Quem sorriu a NOSSA queda, vai CHORAR a nossa volta!
 
Publicação - 28-04-2009

Imagina se Garrincha jogasse hoje!

País do futebol, dos dribles desconcertantes, das jogadas magistrais! Berço de craques da bola, de técnica aguçada, mas acima de tudo, com uma habilidade fora do comum. Dois pra lá e dois pra cá, pedaladas, lençóis, chapéus, elásticos, canetas, foca....ínúmeros dribles, em um só lugar: Brasil, país do FUTEBOL ARTE!

PATÉTICA! É a única coisa que se pode dizer da atitude infeliz de Juan. Depois de ser driblado por Maicosuel, o lateral rubro-negro cometeu falta no atacante para parar a jogada. Não satisfeito, o jogador ajoelhou-se e começou a esbravejar, apontar o dedo, ameaçar o Alivinegro. Na cobrança de falta continuou instigando o jovem Maicosuel a repetir a jogada, para que ele visse as conseqüências.

O cartão amarelo foi pouco. Deveria receber a primeira punição pela falta e ser expulso da partida por tal atitude. Me admira o Juan fazer isso. Jogador de excelente futebol, que o já credenciou para defender a Seleção Brasileira e que com certeza é um dos destaques do Campeonato Carioca.

Para que isso?! Meus caros me respondam: Desde quando é errado driblar? Se fosse assim o que o Rogério (ex-Corinthians) que levou as famosas pedaladas de Robinho na final do Campeonato Brasileiro de 2004 ia fazer?! E o goleiro Fabio Costa que no último domingo levou um golaço de cobertura de Ronaldo?! E tantos outros zagueiros, volantes, laterais que volta e meia são surpreendidos pelo futebol desconcertante, bonito?!

Quando falo de drible, futebol bonito, futebol arte, logo me lembro de Garrincha. Infelizmente não o vi jogando, mas que brasileiro não conhece a habilidade do Mestre das pernas tortas?! E se ele jogasse hoje em dia? E se ele fosse o camisa 7 Alvinegro atual?

Imaginem vocês o Juan esbravejando com o saudoso Mané! Desculpem o trocadilho, mas quem foi um MANÉ com essa atitude foi o camisa 6 rubro-negro!
 
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