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COLUNISTA / REPóRTER
Curiosa, observadora, questionadora e que adora ser desafiada. Não poderia ser outra coisa a não ser estudante de jornalismo. Desde criança uma aficionada por esportes e talvez por influência paterna, uma apaixonada por futebol. Trabalhar com o que gosta e escrever sobre o que ama é o seu grande objetivo. Diz que o futebol é uma caixinha de surpresas, que vive nos surpreendendo e pregando peças.
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Publicação - 21-07-2010

Que abra a porta da esperança

Quem tem mais de 20 anos com certeza se lembra do famoso programa “Porta da Esperança”, apresentado por Silvio Santos nas décadas de 80 e 90. Para quem não conhece, pessoas iam até o programa com o objetivo de realizar os seus sonhos, que eram alcançados ou não quando uma porta se abria no palco. Mas vocês devem estar se perguntando, por que tanto saudosismo? Muito simples. A partir desta quarta-feira, a janela de transferência se abre e os jogadores contratados de clubes do exterior, enfim vão poder estrear nos seus novos times.

Para os vascaínos, a janela é como uma porta da esperança. Pelo menos esse é o meu sentimento. Com nove contratações, sendo seis de times do exterior, a antecipação para a inscrição desses jogadores no Brasileirão é um motivo a mais para acreditar em dias melhores e na recuperação do time na competição.

Após as duas rodadas depois do fim da Copa do Mundo e sem poder utilizar 13 atletas do elenco, seja por causa da janela ou contusão, até que o time “improvisado” que entrou em campo (com três meninos da base) não comprometeu e até conseguiu resultados positivos. Na partida fora de casa contra o Goiás arrancou um empate heróico. Já contra o Atlético-PR, em São Januário, conquistou três pontinhos preciosos que podem ser muito importante no fim do campeonato. Então se é para pensar positivamente, até que não foi nada mal, né? De seis pontos, quatro conquistados!

Mas muita calma nessa hora! Enquanto os reforços não estreiam, o torcedor pode continuar com o coração na mão. E isso inclui a partida de hoje à noite contra o Grêmio, em Porto Alegre. Tudo bem que o time gaúcho está bem meia boca e que está com a mesma pontuação do Vasco, mas eles jogam em casa, com o apoio da torcida e isso já é uma vantagem.

O jogo de logo mais é importantíssimo, mas o meu foco mesmo já está na partida do próximo sábado, contra o Atlético-GO, em São Januário. Com as possíveis estreias de Irrazábal, Felipe e Eder Luis e a volta de Carlos Alberto, o time tem tudo para vencer o adversário e quem sabe dar adeus a zona de rebaixamento!
Que se abra logo essa porta da esperança, ou melhor, janela da esperança para que os reforços possam estrear, ganhar ritmo de jogo e entrosamento com o restante do equipe.
 
Publicação - 14-06-2010

Vai começar a festa...

“Tsamina mina/ Zangalewa/ Cuz this is Africa/ Tsamina mina eh eh/ Waka Waka eh eh/ Tsamina mina zangalewa/ Anawa aa/ This time for Africa”... Sabe aqueles refrões chicletes que grudam e não querem mais sair da sua cabeça? Junta com uma batida empolgante que ninguém consegue ficar parado, mais a Shakira cantando. Pronto! O clima da Copa do Mundo está no ar e é quase impossível não se contagiar.

É música pra cá, é vuvuzela pra lá! Se prepare porque a Copa do “barulho” começou e o Brasil em menos de 24 horas vai fazer a sua tão esperada estreia! Nas ruas o verde e o amarelo predominam: é calçada pintada, são milhares de fitinhas, bandeirinhas, bolinhas, todos os inhos que você imaginar pendurados por todos os lugares. Em qualquer rodinha de amigos, o assunto que predomina é a Copa!

Então não tem jeito. Se você não gosta de Copa do Mundo, não gosta do Dunga, não aceitou essa convocação, não gosta do Galvão Bueno, deixe o orgulho de lado e prepare o seu coração amigo!

Coloque sua camisa amarela ou azul, se enrole na sua bandeira (com esse frio cai super bem), arrume logo a sua vuvuzela (não se esqueça de fazer muuuuito barulho, mas só durante as comemorações, nada de ficar 90 minutos com esse zumbido de abelha irritante), junte uma galera e torça muito pelo Brasil!
Rumo ao Hexa!

 
Publicação - 12-04-2010

Eu era do tempo que...

Campeonato Carioca era considerado o mais charmoso de todas as competições estaduais. A Cidade Maravilhosa parava para assistir os jogos decisivos entre os quatro grandes clubes. O Maracanã ficava lotado, sem um espacinho se quer para aquele torcedor que faria de tudo para estar lá dentro e participar daquela festa. Antes dos duelos, o futebol tomava conta das ruas e a moda era vestir seu manto sagrado. Tirando os bares e restaurantes, o Rio virava uma cidade fantasma durante os 90 minutos da partida. Vozes só eram ouvidas durante o grito de gol ou para comemorar o fim do jogo. Com tantos fogos e rojões era impossível não se contagiar com tudo que acontecia.

Tanto saudosismo de dez anos atrás tem uma simples explicação: futebol carioca não tem mais brilho, se tornou previsível e perdeu sua torcida. Se clássicos não atraem mais o público esperado, me dirá partidas decisivas? Nem juntando o público das duas semifinais da Taça Rio no último final de semana, conseguimos somar cerca 50 mil torcedores. No total foram 40.224 pagantes em Fluminense x Botafogo e Vasco x Flamengo. É triste ligar a TV e ver logo no início da transmissão a meia dúzia de gatos pingados no Maracanã.



Mais triste ainda é pensar que a realidade não se reflete só nas arquibancadas. As cenas se repetem todo ano. Sempre tem algum time para reclamar de erro de arbitragem. Coincidência ou não, em 2010, quem criticou os juizes foram as duas equipes eliminadas na semifinal, Fluminense e Vasco. Se o terceiro gol do Alvinegro não foi irregular e Willians (do Flamengo) não colocou a mão na bola dentro da pequena área, Papai Noel e Coelhinho da Páscoa devem existir! Em ambos os lances, a impressão é que a visão do juiz está sendo encoberta por outros jogadores. Mas o quarto, quinto, sexto árbitro assistente que fica ao lado de cada gol tem papel de que? Se ele não tem voz ativa dentro da partida, qual é o trabalho dele? Servir de poste ou alvo de boladas?



E ai, quando você acha que já viu de tudo e tem a certeza que tem coisas que só acontecem no futebol carioca, vem um cidadão chamado Jorge Rabello, presidente da Comissão de Arbitragem de Futebol do Estado do Rio de Janeiro, que fala com todas as letras: “Afirmo e reafirmo que a bola não bateu na mão do Willians”. Se o próprio volante rubro-negro admitiu que tocou na bola, como esse senhor tem a ousadia de falar uma coisa dessas? O vídeo está na internet, na TV pra qualquer um ver.



É por essas e outras que apagado Carioca perdeu sua credibilidade, seu espaço no cenário nacional e o respeito e a admiração de muitos torcedores. No próximo domingo, que vença o melhor e que dessa vez, a arbitragem não roube a cena mais uma vez.

 
Publicação - 23-03-2010

Caravela no mar revolto

21 de fevereiro, 15h30, Rio 40°! Chegar ao Maracanã de carro era tarefa das mais complicadas. A ansiedade para a decisão era tanta, que a melhor coisa a se fazer era abandonar o carro e seguir a pé até o Maior do Mundo. E muita gente fez isso! Parecia um mar de cruzmaltinos em plena Radial Oeste. Os vascaínos não cabiam dentro de si de tanta expectativa, afinal era a oportunidade de conquistar um título depois de sete anos de jejum.

Fora do estádio, os torcedores faziam muito barulho, cantavam e pouco se importavam com os problemas de setorização; e muito menos por serem tratados como “lixos” na entrada do Maracanã. O aperto, o empurra-empurra não eram suficientes para desanimar ninguém. Tinha gente que ainda falava “Para ver o Vascão ser campeão eu passo qualquer sufoco”. Será que torcedor precisa sofrer tanto? Torcedor é futebol. Futebol é torcedor. O que seria do futebol sem o torcedor?

Dentro do Maior do Mundo, as duas torcidas faziam a festa, com provocações descontraídas e apoio incondicional ao time. Com o rolar do jogo, o silêncio era predominante até o Botafogo marcar o primeiro gol. Os vascaínos pareciam não acreditar. Depois do segundo gol alvinegro, o resultado estava sentenciado: Vasco vice-campeão da Taça Guanabara.

Será que depois da perda de um título (por menor ou maior importância que tenha) o jogador tem o direito de sair rindo do estádio? Mas e daí se ele saiu rindo do Maracanã? O problema não seria dele? O torcedor tem sentimento inexplicável, não entende tal atitude e tem mania de criar expectativa diante de certas pessoas que nem mesmo conhece. O jogador chega ao clube e pronto: o torcedor deposita todas as esperanças nele e o que acontece? Acaba se decepcionando.

Mas porque estou relembrando tudo que aconteceu há pouco mais de um mês? Depois da derrota e o vice-campeonato, o time desandou de vez. Os resultados não vingaram, a torcida só protesta, o treinador está ameaçado e a vaga para as semifinais da Taça Rio está tão ameaçada quanto o cargo de Vagner Mancini.

Ufa! Será que tem alguma coisa boa no meio disso tudo? Sim. O menino Philippe Coutinho teve seu contrato renovado até o final do ano e agora a diretoria tenta armar uma estratégia para ter Carlos Alberto em definitivo.

Tudo muito bem, tudo muito bom! Mas será que não foi demais armar uma festa de lançamento do terceiro uniforme do Vasco na atual fase do time? Apresentar a camisa é uma coisa. Fazer da Sede Náutica da Lagoa uma “boate” é outra completamente diferente. Até agora, os cruzmaltinos não tem nada para comemorar. Eles não conquistaram a Taça Guanabara, muito menos a vaga na próxima fase da Copa do Brasil.

Uma derrota amanhã, contra o Americano complica ainda mais as pretensões de garantir um lugar nas semifinais da Taça Rio. Sendo assim, a caravela no mar revolto desenhado na nova camisa, só vai reafirmar a má fase da equipe que começou na derrota para o Botafogo na Taça Guanabara.
 
Publicação - 24-02-2010

Ordem na casa, já!

O que teriam Flamengo, Vasco e CFZ em comum? Calma, não precisam se assustar! Apesar dos três clubes passarem por momentos distintos, está mais do que na hora de colocar ordem na casa. O rubro-negro e cruzmaltino já estão em fase de mudança, mas o clube azul e branco continua sofrendo com alguns problemas.

Para começar, vamos começar do começo! Hoje à noite, o Flamengo estreia na Taça Libertadores contra o Universidad Católica. Para o primeiro jogo, mudança na defesa! Após ter seu setor defensivo muito questionado ao longo da primeira fase do campeonato carioca (ao todo foram 15 gols sofridos, em oito jogos) e a eliminação na semifinal para o Botafogo, o técnico Andrade não se fez de rogado e substituiu Ronaldo Angelim pelo jovem Fabrício. O veterano zagueiro ganha na experiência, mas perde na altura. A defesa rubro-negra ganhou nada mais, nada menos que nove centímetros.

Na boa, acredito sinceramente que o problema não está no Angelim. Alguém questionava o seu futebol ano passado ao longo das rodadas do Brasileirão? Não né? Então acho que o problema está muito mais na falta que o Airton e o Maldonado (em plenas condições e ritmo de jogo) fazem ao time da Gávea, do que propriamente no Angelim.

O segundo assunto que queria falar é sobre o Vasco. Tem um ditado que não sai da minha cabeça desde domingo: “Há males que vem para o bem”. Será mesmo? Me lembro bem que na estreia do time na Taça Guanabara já tinha falado que o time não era lá essas coisas. Ao longo das rodadas os meus questionamentos só se confirmaram. O time é muito fraco! Acho que a derrota veio até num bom momento. Momento de mudanças e reorganização.

Os cruzmaltinos têm uma defesa inconstante, que com os números favoráveis da equipe menos vazada da primeira fase, até passaram uma “imagem” boa para os torcedores. Leigo engano! As laterais também estão de dar dó. Gosto do futebol do Marcio Careca, mas preferia a velocidade e os cruzamentos na linha de fundo do Ramon. Élder Granja também deixou muito a desejar todas as vezes que entrou como titular. Acho que até o técnico Vagner Mancini já teve essa impressão. Mal ou bem ele já fez as suas primeiras vítimas e sacou Titi e Elder Granja do time. Acho que ainda é muito pouco para o Vasco que gostaria de ver! Porque não dar um chá de banco também para o xerife Fernando?

Para finalizar queria fazer uma “denúncia”. Os funcionários do CFZ do Rio estão sofrendo constantemente com salários atrasados. Alguns empregados ainda não receberam o valor do mês de janeiro. Com outros o caso ainda é mais grave. Nem a segunda parcela do décimo terceiro foi depositada. O pior de tudo isso é não ter nenhuma resposta para os atrasados. Diretoria do CFZ vamos arrumar a casa hein? Pra ontem!
 
Publicação - 22-02-2010

Um dia da caça, outro do caçador!

A desorganização nas catracas do Maracanã era o prenúncio de que o jogo não seria nenhum pouco agradável para os vascaínos. A confusão nas entradas do Maior do Mundo, por causa das setorizações (que de nada adiantam), parecia que se refletiria minutos depois dentro de campo. Foi o que aconteceu! O Vasco goleador de 28 dias atrás, literalmente ficou para trás.

Os dribles desconcertantes de Philippe Coutinho não surtiram o efeito desejado. Pelo contrário. O exagero de firulas sem sucesso incomodou e muito os torcedores. O tão falado “Poder” de Dodô perdeu toda sua potência, logo no momento que o time mais precisava. Logo no jogo decisivo! O capitão Carlos Alberto também arriscou algumas jogadas que poderiam ser infalíveis. Tudo em vão!

Mas seria injusto falar só desses jogadores. O time todo jogou muito mal. Do ataque, passando pelo meio, até a defesa, todos, sem exceção deixaram muito a desejar. Até mesmo o técnico Vagner Mancini teve um dia infeliz. O comandante deu um tiro no pé quando tirou Magno que tinha entrado minutos antes. O menino entrou bem, melhorou o meio campo que estava sobrecarregado no Carlos Alberto, que mais uma vez chamou a responsabilidade pra si de tentar resolver o jogo. Talvez tenha faltado coragem de tirar o atacante dos gols bonitos. E é ai que eu me pergunto. Do que adianta belíssimos gols em partidas classificatórias? Gol feio também dá a vitória. Gol feio dá título...e deu a taça para o Botafogo.

Felicidade para Papai Joel e seus comandados alvinegros que comprovaram a velha máxima de um dia da caça, outro do caçador. Ou quem sabe: quem ri por último, ri melhor? Opções não faltam aos botafoguenses que vão ter a semana toda para rir dos rivais, comemorar o título e esperar de camarote o adversário da final do Estadual.

Ao Gigante da Colina resta juntar os cacos que sobraram do duelo, levantar a poeira e seguir em frente. Ainda tem o segundo turno para quem sabe dar a volta por cima e alegrar a torcida que sofre sem um título há sete anos. Para os vascaínos, o sofrimento não para!
 
Publicação - 20-02-2010

A revanche?

Em uma guerra cada exército luta com as armas que tem. No futebol não é muito diferente. No duelo final entre Vasco e Botafogo amanhã, pela Taça Guanabara, os cruzmaltinos teoricamente possuem soldados mais entrosados, com mais virtudes e qualidades individuais. Do outro lado, um comandante alvinegro que com seu discurso que mexe com o lado emocional dos seus guerreiros e com sua prancheta indefectível, assusta qualquer adversário.

Na primeira batalha do último dia 24 de janeiro, a praça de guerra era outra, o chefe alvinegro era outro, mas os soldados eram os mesmos. Resultado desse confronto? Massacre vascaíno histórico na vitória por 6 a 0, com destaques especiais para Dodô, com seu nome de guerra “É o poder” (escolhido pela torcida), e Philippe Coutinho, que apesar da pouca idade vem mostrando muita maturidade e deixando os adversários tontos com seus dribles e jogadas desconcertantes.

Depois da derrota, muita coisa mudou em General Severiano. Papai Joel chegou, ganhou as três batalhas na fase classificatória e como zebra disputou uma vaga na final com o considerado “time mais forte”, o exército do Império do Amor. Mas como nem sempre o melhor vence, os alvinegros, com as armas que tinham a disposição venceram o franco favorito e estão na final da Taça Guanabara.

Os vascaínos, apesar de invicto em todos os combates e com a defesa menos vazada, com apenas três gols sofridos, não tiveram muita moleza na disputa contra o Fluminense. O jogo acabou indo para os pênaltis e os soldados cruzmaltinos, psicologicamente mais preparados levaram a melhor.

Amanhã, no Maracanã, os adversários são os mesmos, mas o espírito é outro. Pelo lado vascaíno é a chance de conquistar a Taça Guanabara. A última vez que conquistou esse título foi em 2003. Já do lado botafoguense é a oportunidade da revanche, do direito de resposta pela goleada do último confronto. Fora à confiança que é outra, depois de eliminar o Flamengo.

Ingredientes suficientes para tornar essa decisão um grande jogo, certo? Parece que sim. A torcida faz a sua parte e lota os pontos de venda de ingressos. Restam pouquíssimas entradas e nem cruzmaltinos e alvinegros querem ficar fora dessa. Cabe agora aos soldados finalistas a obrigação de um duelo inesquecível.
 
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